
Não há nada, somente palavras sortidas, momentos perdidos e esquecidos.
não há nada, somente a cor das fotos guardadas, ou sementes dispersadas.
não há nada, somente feridas cicatrizadas e tempos esgotados.
não há nada, somente folhas secas, perdidas pelas correntes de ar, que expressam a presa de um mundo que nao para de girar, benditos alísios.
não há nada, somente dor da privação e banalização .
não há nada, somente amores guardados, em uma caixa profunda, obscura, pandora.
não há nada, somente veículos movendo-se, barulhos enloquecendo, e frequências imperseptíveis.
não há nada, somente a luz, que brilha por um amanhã e que venera o presente.
não há nada além da felicidade, somente palavras sortidas, sem significado algum, há busca, coração, anceio, entretando palavras sortidas.
não há poeta, nem perfeicao, há sentimento expresão e pigmento.
há tudo e nao há nada, somente 100% pessoas perdidas em um mundo tão indivialista quanto nossas próprias adjetivções.
há tudo para quem ama, venera e exporta suas emoções, somos todos donos e perdedores do calderao borbulhante chamado coração.
há tudo hoje menos a borboleta, somente o escafandro lutando por apenas mais um suspiro.
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